Por Renato Buzo
“Que mais direi? Não tenho tempo para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas, os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas.” Hebreus 11.32-34,38
O grande rei Davi, citado dentre os heróis da fé no capítulo 11 de Hebreus, foi o único em toda Escritura a ser chamado de “homem segundo o coração de Deus”, o qual é mencionado mais do que qualquer outro personagem do Antigo Testamento nas páginas do Novo Testamento. Enfrentou corajosamente leões, ursos e o gigante Golias, e nas batalhas deu exemplo de confiança invencível.
Davi foi um grande homem, embora longe de ser perfeito. Foi arrastado por paixões destrutivas, abalado por problemas familiares e pela tragédia pessoal, e motivado por conveniências políticas. Apesar de todos os seus fracassos, Davi continuou firme em sua caminhada com Deus. Não porque encontrava forças nele mesmo, mas porque consagrou sua vida inteiramente ao Senhor e a cada falha e dificuldade descia ao pó do arrependimento e humilhação. Derramava e rasgava seu coração diante de Deus, pedindo perdão ao reconhecer seu pecado e fraqueza de sua carne. Sabia como era pequeno diante de um Deus tão grande e poderoso e que somente nEle encontraria forças para prosseguir “Invictus”.
Muitos são os desafios que encontramos no “jogo da vida” e é um perigo pensar que podemos sair invencíveis buscando forças em nós mesmos ou confiando em nossas próprias habilidades. Devemos seguir o exemplo dos quais o mundo não era digno, pois a fé estava depositada somente em Deus! Não se iluda pensando que as dificuldades não virão, mas a cada dia e ao se deparar com cada obstáculo humilhe-se diante do Senhor, lembrando quem você é, e quem Deus é, “para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós.” (II Co 4.7b)







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