Eu quase sempre subestimo a atividade do diabo
neste mundo. Isso não quer dizer que eu não acredite na existência dele ou que
não acredite naquilo que a bíblia diz a seu respeito. Quando digo que subestimo,
quero dizer que quase nunca associo circunstâncias, tentações ou adversidades
da vida a seu trabalho. Raríssimas vezes diante de uma dificuldade me passa
pela cabeça que o diabo esteja trabalhando ou investindo contra minha vida. Acredito
que muitas outras pessoas compartilhem desse meu perigoso modo de ver as
coisas. Digo perigoso, pois creio que essa seja a estratégia mais bem sucedida
do maligno para alcançar seu intento neste mundo, que nada mais é do que nos
afastar de Deus e nos aproximar dele. Na natureza, misturar-se ao ambiente ou
fingir-se de morto para não ser percebido pela presa até a hora do ataque, é
uma das estratégias de caça mais eficientes dos predadores. O diabo é um
predador de alta performance e assim como os animais, ele também se mistura ao
ambiente daqueles a quem ele busca tragar. Infiltra-se sutilmente em nossas
conversas, em nosso modo de falar, nos programas de televisão, nas ideias contidas
em livros e músicas. Na grande maioria das vezes ele não se deixa perceber e
literalmente fingindo-se morto, age como se não existisse. E nós, sem darmos o
devido crédito a nosso inimigo público, acabamos enredados sem nem mesmo
perceber o ataque. Quando nos damos conta, estamos absolutamente enfraquecidos
e vulneráveis ao pecado, falando bobagens, assistindo a programas nada
edificantes, lendo heresias e achando tudo natural. É por tudo isso que o apóstolo Pedro nos
alerta para que sejamos sóbrios e reforça mandando que vigiemos, pois “o diabo, vosso adversário, anda em
derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. Agir como se o
diabo não existisse ou não fosse nosso contendor é tão perigoso quanto entrar
em uma batalha distraído e desarmado. De maneira alguma devemos temer o diabo
ou super valorizar suas ações, pois ele já foi derrotado por nosso Cristo na
cruz, mas também não devemos ignorá-lo, pois é a Palavra de Deus ordena que
tomemos cuidado. Nas palavras de Max Lucado, “Arme-se com a Palavra de Deus.
Carregue sua pistola com as Escrituras e mantenha um dedo no gatilho.” (A
História de Deus e a sua história, pg. 31)








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