Por
João
Ricardo Urel
Lembro-me
na época de escola, quando em uma aula o professor precisava se ausentar. Por
alguns poucos minutos a sala parecia uma feira livre, onde acontecia de tudo.
Alguns saiam da sala, aproveitavam para dormir, brincavam com o celular,
conversavam em alta voz ou até mesmo como já fizemos uma vez, um campeonato de futebol
no fundo da sala. Isso acontecia porque sem o professor todos sentiam-se “livres”
e faziam o que tinham vontade.
Isso
ilustra bem o que acontece conosco em relação a Deus. Quando perdemos a noção
da presença do Senhor e de Sua soberania, perdemos também o senso que nos inibe
e limita a distinguir o certo do errado. No livro dos Juízes vemos exatamente
isso, em 21.25 o autor diz “Naqueles dias
não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto”.
Sem
a presença do Rei, que era a figura de um líder responsável por proteger,
guiar, contribuir (ou não) com a espiritualidade do povo; cada israelita sentia-se
livre de seus compromissos com Deus como nação, deixando de lado o Deus de seus
antepassados e fazendo o que achava conveniente, correto e direito baseado em
seus próprios “achismos”. Isso trouxe consequências terríveis a nação, ainda que
muitas vezes Deus levantasse juízes.
Nosso
contexto atual é muito parecido, pois para muitos tudo é relativo, não existem
valores e cada um faz o que julga ser conveniente e agradável. Mas nosso
padrão, nossa regra não pode ser nosso próprio coração corrupto (cf. Jr 17.9) mas sim o padrão do próprio
Deus. Isso implica que você não pode se adaptar galera da faculdade, ou viver como
um jovem que busca prazeres passageiros.
Precisamos
parar de fazer o que achamos certo, baseados nas nossas próprias vontades. Nós
temos um Rei, e esse é Jesus! Este é nosso modelo e padrão para a vida! Vivamos
de acordo com o que é reto aos olhos dEle, ainda que pareça que o “professor”
está ausente, pois Ele não está.








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